Rio de Janeiro, . | Esquerdismo


Zé Dirceu afirma que o PT vai “tomar o poder”

Alexandre B. Cunha

Os radicais esquerdistas têm como tática esconder a sua natureza tirânica. Todavia, ocasionalmente um deles comete um equívoco e passa recibo das suas reais intenções. Por exemplo, recentemente ninguém menos do que o figurão petista José Dirceu deixou cair, ainda que rapidamente, a sua máscara de democrata e permitiu que se vislumbrasse a sua feição totalitária.

José Dirceu, destacado líder petista e condenado nos escândalos do Mensalão e da Lava Jato. Fotógrafo: Marcelo Camargo/Agência Brasil. Fonte: Agência Brasil.

Em entrevista concedida à sucursal brasileira do jornal El País, Zé Dirceu afirmou que “dentro do [Brasil] é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. Observe que, na visão do daquele extremista, chegar ao governo pelo voto não é suficiente para “tomar o poder”. E o que mais é necessário?

Certamente, o Zé Dirceu não está falando em possuir hegemonia nas universidades, nas escolas e na grande imprensa. Afinal de contas, exceto por uma ou outra instituição, os nossos estabelecimentos educacionais já estão completamente dominados pelos militantes socialistas. O mesmo vale para os principais veículos de comunicação. Similarmente, a esquerda é hegemônica no meio artístico. Ou seja, dentre os ditos formadores de opinião, há poucas vozes que ousam discordar da agenda socialista. Desta forma, o foco petista agora é assumir o controle de outras instituições.

Provavelmente, Zé Dirceu tem em mente o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal e outras instituições como Banco Central, Petrobras e Banco do Brasil. O PT certamente deseja que existam mais juízes como Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Rogério Favreto. Adicionalmente, o partido almeja controlar o Ministério Público e Polícia Federal. O mesmo vale para qualquer instituição governamental. Além disso, o partido possivelmente tentará aumentar o seu controle sobre o setor privado (exemplo: bancos) de forma que toda e qualquer grande empresa se transforme em um instrumento do seu projeto totalitário.

Contudo, mesmo que o PT seja vitorioso na eleição presidencial e tenha sucesso em implementar a agenda acima delineada, haverá uma barreira para que o partido consiga “tomar o poder”. Os militantes socialistas sabem muito bem que não há como impor o seu projeto totalitário à nação brasileira de forma pacífica. Não é à toa que nas décadas de 1960 e 70, socialistas como Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, Franklin Martins e o próprio Zé Dirceu tentaram chegar ao poder através da luta armada. Assim sendo, o projeto petista requer que o partido aumente a sua influência nas Forças Armadas. Tanto isso é verdade que um documento divulgado em maio de 2016, o PT afirmou que se voltar ao poder, então ele irá “modificar os currículos das academias militares” e “promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista”.

Não devemos ter qualquer ilusão sobre essa questão. Se o PT voltar a ocupar o Palácio do Planalto, ele tentará “tomar o poder”. E isso requer que o partido colonize o corpo de oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica com os seus militantes. E se eles tiverem sucesso em tal empreitada, então as eleições se tornarão completamente irrelevantes, pois o socialismo será imposto à nação brasileira pela força das armas.


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