| História, Socialismo


O colossal fracasso do socialismo

Alexandre B. Cunha

O socialismo é frequentemente apresentado como uma maneira viável de se organizar econômica e politicamente uma sociedade. Isso é um sério equívoco, pois esse regime somente produziu pobreza e opressão em todos os países em que foi implantado. Discute-se neste texto a esmagadora evidência de que o sistema em questão é, pura e simplesmente, um desastre.

Quando a II Guerra Mundial teve início em 1939, a União Soviética e a Mongólia eram as duas únicas nações socialistas no mundo. No final da década de 1970, a situação era bem diferente. A China e todos os países da Europa Oriental faziam parte do grupo socialista; Afeganistão, Angola, Benin, Camboja, Congo, Coréia do Norte, Cuba, Etiópia, Iêmen do Sul, Laos, Moçambique, Somália e Vietnã também haviam seguido o mesmo caminho. Desta forma, vinte e quatro países estavam organizados de acordo com as prescrições marxista-leninistas. Esse número seria ainda maior caso se levasse em conta que a Tchecoslováquia se desmembrou em duas nações, ao passo que a felizmente extinta URSS foi sucedida por quinze países independentes.

Definitivamente, não faltaram oportunidades para que a esquerda radical tivesse sucesso em criar o tão prometido ‘paraíso igualitário’. Contudo, o marxismo-leninismo fracassou em todos os locais. Dos vinte e quatro países identificados no parágrafo anterior, somente China, Coréia do Norte, Cuba, Laos e Vietnã ainda se declaram socialistas. De fato, cada uma dessas nações ainda possui o governo de partido único, o que é uma das características centrais de um estado marxista-leninista. Todavia, a partir da década de 1980, a China implantou diversas reformas que fizeram com que ela passasse a operar sob um regime econômico que por vezes é denominado de capitalismo de estado. Fenômeno similar ocorreu no Vietnã. Assim sendo, somente Cuba, Coréia do Norte e Laos ainda seguem a ortodoxia socialista.

Permita-me, prezado leitor, realçar em negrito os pontos centrais deste post: dos vinte e quatro países que eram socialistas em 1980, somente três ainda o são na presente data. Isto é, vinte e uma de vinte e quatro nações abandonaram a trágica estrada que deveria conduzi-las ao ‘paraíso’ marxista-leninista. E as três que não o fizeram são caracterizadas pela pobreza e pela opressão. Sejamos claros: isso é um fracasso colossal.

Não satisfeita, a esquerda radical resolveu se embaraçar ainda mais. Para tanto, ela repetiu o experimento socialista na Venezuela, o único país a ingressar no ‘clube’ desde a queda do Muro de Berlim. Evidentemente, o resultado foi mais um desastre. Apesar do socialismo ainda não estar plenamente implantado na Venezuela (pois lá ainda há propriedade privada e partidos de oposição), o país já está em uma situação de completo desarranjo.

Quando confrontado com esses fatos, o típico militante esquerdista frequentemente tenta atribuir o colapso de cada país socialista a algum problema que não seja diretamente relacionado ao socialismo. Por exemplo, ele faz afirmativas como “os países da Europa Oriental saíram arrasados da II Guerra”, “a crise venezuelana foi causada pela queda do preço do petróleo” e “Cuba é uma pequena ilha próxima a uma potência hostil”. O problema é que a Alemanha Ocidental também saiu arrasada da II Guerra; outros países produtores de petróleo não estão em crise; Taiwan, que é um dos países mais ricos do mundo, também é uma pequena ilha próxima a uma potência hostil. Ou seja, as desculpas em questão não se sustentam.

Em síntese, os esquerdistas agem como se eles tivessem uma poção mágica, chamada socialismo, capaz de resolver todos os problemas do mundo. Contudo, esse produto já foi “testado” em diversas ocasiões. Invariavelmente, a sua aplicação somente gerou miséria e tirania. E não existe motivo para se assumir que o resultado será diferente se houver outra tentativa.


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