Rio de Janeiro, . | Economia, Governo, Saúde


Cedo ou tarde a realidade se impõe

Alexandre B. Cunha

A despeito do elevado custo da política de confinamento, a suposta intelligentsia brasileira a abraçou de forma calorosa. Assim sendo, não é de surpreender que o fato de o primeiro-ministro da França ter afirmado, há mais de um mês, que o seu governo chegou à conclusão de que o confinamento implantado naquela nação não foi uma boa política tenha sido praticamente ignorado no nosso país.

A Avenida Champs-Élysées, famoso logradouro parisiense, ficou praticamente deserta em decorrência do confinamento. Fotógrafo: Eric Salard. Fonte: Flickr.

No último dia 8 de julho, o primeiro-ministro Jean Castex concedeu uma entrevista à rede de televisão RTL. Tal entrevista é discutida nesta matéria em inglês e nesta outra em português. Ele deixou claro que o seu país não pretende voltar a adotar um confinamento amplo. Adicionalmente, o Sr. Jean Castex afirmou que “não vamos adotar um confinamento como aquele imposto em março, pois aprendemos que as consequências econômicas e humanas de um confinamento total são desastrosas”.

A declaração entre aspas é uma admissão de que o governo francês errou, e muito, ao decretar um confinamento generalizado. Bom, pelo menos a entrevista mostra que, ao contrário de algumas pessoas supostamente esclarecidas, alguns governantes são capazes de aprender. Pena que o custo desse aprendizado seja tão alto para o cidadão comum.


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