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As repetidas demonstrações da natureza antidemocrática do PT: parte 5

Alexandre B. Cunha

Este é o quinto de uma série de seis textos nos quais são discutidas algumas das recentes demonstrações da natureza antidemocrática do PT. O seu título poderia perfeitamente ser Dize-me com quem andas, e eu te direi quem és, pois a política externa dos governos Lula e Dilma foi caracterizada pela constante busca de laços políticos e econômicos com governos e movimentos de caráter tirânico.

Observe que não se está criticando o PT por ter se engajado em negociações ou realizado acordos com ditaduras. Afinal de contas, não há como um país, por mais democrático que seja, não ter algum tipo de laço (diplomático, econômico ou mesmo militar) com regimes autoritários. Por exemplo, o Japão importa petróleo do Irã e da Arábia Saudita. Similarmente, Estados Unidos e o Reino Unido se aliaram à União Soviética durante a II Guerra Mundial. O que se critica aqui é a manifesta preferência do governo petista em se relacionar com governos e grupos políticos não democráticos.

Considere o caso da América Latina. Lula e o PT participaram ativamente da fundação do Foro de São Paulo, a qual ocorreu em 1990. Tal organização congrega diversos partidos de extrema esquerda e grupos terroristas, como as FARC e o Sendero Luminoso, do nosso continente. Dentre os indivíduos de ‘destaque’ que já participaram dos seus encontros estão tiranos como Fidel Castro, Hugo Chávez e Nicolas Maduro.

Durante a sua passagem pelo governo, o PT não hesitou em colocar o estado brasileiro a serviço da agenda socialista do Foro de São Paulo. Por exemplo, a empreiteira Odebrechet realizou obras e, obviamente, pagou propinas em diversos países que eram governados por políticos de partidos vinculados ao Foro. Para viabilizar esses empreendimentos, a empresa contou com a influência de Lula.

Há que se ressaltar que as propinas pagas pela Odebrecht não se destinaram exclusivamente ao enriquecimento pessoal dos beneficiários. A exemplo do ocorrido no mensalão e no petrolão, os recursos também foram utilizados para financiar o projeto de poder da extrema esquerda. Tanto que o Sr. João Santana, marqueteiro do PT, trabalhou na campanha de candidatos vinculados ao Foro de São Paulo na Venezuela, no Panamá e em El Salvador e, conforme confissão do próprio, foi pago com verbas oriundas da corrupção.

Em síntese, o PT se aproveitou da sua passagem pelo Palácio do Planalto para estender os seus tentáculos mensaleiros para toda a América Latina. A política externa do Brasil foi colocada a serviço de um projeto literalmente corrupto de socialização das nações do continente. Em outras palavras, o partido trabalhou ativamente para destruir a democracia em toda a região.

Muito mais poderia ser dito sobre a política externa dos governos petistas. Afinal de contas, houve o vergonhoso episódio envolvendo dois esportistas cubanos durante os jogos Pan-Americanos de 2007. Ocorreu também o grotesco convite para que vários tiranos assistissem a final da Copa do Mundo de 2014 ao lado da então presidente Dilma Rousseff. E já que estamos falando de política externa, não se pode deixar de mencionar os cordiais laços com a ditadura iraniana. E o que dizer sobre as relações do Brasil com a tirania chavista? O PT sempre apoiou, e ainda apoia, aquela ditadura.

Os fatos narrados acima deveriam ser mais do que suficientes para estabelecer o caráter totalitário do PT. De toda forma, encerra-se este texto colocando a seguinte questão: o leitor tem ciência de alguma iniciativa relevante tomada por Lula ou Dilma no sentido de aprofundar os laços do Brasil com democracias estáveis como os EUA, o Reino Unido ou a Suíça ou que contribuísse para solidificar a democracia e a liberdade no mundo?


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